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Espaço (para o) público

Quem acha que São Paulo se resume a trabalho, concreto, trânsito e caos pode ter uma grata surpresa ao explorar algumas das suas sutilezas.

 

Há algum tempo existe um movimento que busca o desfrute dos espaços públicos já existentes e o reconhecimento da necessidade de novos espaços, criando um hábito de olhar à vida sob uma nova perspectiva: mais leve e prazerosa.

 

O que pra alguns é imperceptível em um ambiente urbano caótico, é para outros uma “luz no fim do túnel”, um “florescer em meio ao concreto” – especificamente pequenas sutilezas urbanas/humanas, pequenos gestos de gentileza que, percebendo-os, é possível sentir a diferença no seu cotidiano.

 

Conhecida como “Selva de Pedra”, São Paulo também é privilegiada por parques,  praças, bosques, alguns deles reconhecidos internacionalmente pela qualidade da infraestrutura e diversidade da vegetação, como o recém-mencionado Parque do Ibirapuera  (pelo jornal inglês The Guardian – clique aqui para acompanhar a noticia). Sempre existe algum evento coletivo e gratuito (caminhadas, meditações, piqueniques, eventos musicais/culturais das mais variadas espécies e em todos os cantos da cidade), além das datas comemorativas que são recheadas de opções para entretenimento.

 

Recentemente, tem se visto um grande interesse por parte do poder privado em criar essas interações entre a sociedade e a cidade, visto que é de interesse do estabelecimento, atrair novos consumidores a partir de eventos inclusivos, já que oferecem a sociedade a algo que não teriam acesso tão facilmente. Dois exemplos atuais foram os eventos patrocinados por uma revista de esportes radicais, que realizou em meados de agosto passado, no Parque Villa Lobos, um show gratuito com a banda Suricato e a exibição de filmes ao ar livre. O outro exemplo vem com a reabertura do Mirante Nove de Julho, que além do espaço para apreciar a paisagem urbana, vem oferecendo regularmente exibições de clássicos cinematográficos. É uma ideia genial, aliando o interesse público ao particular.

 

 

Foto Catraca Livre

 

 

Dizer que em São Paulo não há nada para fazer só pode ser falta de desejo em vivenciar o que essa cidade nos oferece!

 

 

Texto: Rafaela Santos –
Time Soul Urbanismo
Foto de capa: Festival Rocky Spirit 2015 – Wladmir Togumi

3 Comentários

  • Natália Nunes

    16.01.2016 em 00:30 Responder

    Excelente texto. O que a gente vê na televisão sobre São Paulo é só crime, trânsito lento, enchente e Corinthians (Vai Corinthians). Bom saber que estão investindo em espaços assim. Quero visitar Itaquera e aproveitar um pouquinho de SP também.

  • ALICE ARANTES ALVES DE SEIXAS

    30.01.2016 em 22:52 Responder

    Muito bom e lúcido seu texto. Você adotou mesmo essa cidade, não é? Eu também adoro.

  • Maria de Lourdes Pereira Nascimento Felipe

    24.02.2016 em 03:04 Responder

    Texto lindo e bem escrito! Nota-se um profundo amor por São Paulo. Embora eu nunca tenha tido tempo para explorar as sutilezas da capital Paulistana ( a Pauliceia desvairada consumiu meu tempo e não me deixou espaço para explorar seu lado lúdico), sou extremamente grata à cidade que me acolheu e me propiciou meios para ser quem sou hoje. Parabéns a vocês, jovens, que acreditam na proposta de humanizar os espaços antes considerados caóticos! Que Deus os ilumine e que o Poder Público os auxilie nessa empreitada! Muito axé pra você, Rafaela! Que a sua luz contagie a todos que você encontrar e que os seus “projetos” cresçam e frutifiquem, na vida e na empresa que escolheu para iniciar seus passos…

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